Olimpíada expõe desafio de atletas pós-covid

[flgallery id=3930 /]

Falta de ar, cansaço excessivo e dores no corpo são algumas das dificuldades físicas que podem permanecer após o vírus

A pandemia comprometeu a rotina dos atletas que treinavam para a Olimpíada de Tóquio, impôs treinos a distância, além de ter provocado o cancelamento da competição em 2020. Mas a dificuldade é ainda maior para quem contraiu o coronavírus. Brenno Oliveira Fraga Costa, goleiro da seleção brasileira de futebol, e Maique Tavares, pivô do time de basquete, são exemplos de atletas que tiveram covid-19 e sofreram com as sequelas da doença. Falta de ar, cansaço e dores no corpo foram alguns dos problemas relatados, o que complicou a volta aos treinos.

“Os pacientes apresentam baixa reserva funcional porque, durante a fase inflamatória, o organismo consome muito oxigênio e, pela demanda estar extremamente aumentada, o músculo trabalha em excesso. O que acaba gerando mecanismos de compensações para suprir essa necessidade, fazendo evoluir o processo de fadiga muscular”, explica a fisioterapeuta do Hospital Marcelino Champagnat, Flávia Makoski. 

Além dos sintomas persistentes, com uma doença imprevisível como a covid-19, os atletas também estão suscetíveis a complicações que podem levar a quadros mais graves, como inflamação no coração, chamada de miocardite – quando envolve o músculo cardíaco -, ou pericardite – quando acomete a sua membrana externa. Isso, embora seja raro, pode acometer atletas jovens, levando à dor no peito, palpitações, falta de ar e perda importante da capacidade física. “Em indivíduos mais velhos, que desenvolvem quadros mais graves, ou caso o atleta já tenha a artéria do coração comprometida, pode ocorrer a trombose e até causar o infarto”, explica o especialista em medicina do esporte, Pedro Murara.

Retorno gradual

Após passar um período isolado por conta da contaminação pelo vírus, recuperar a forma física pode ser um dos momentos mais complicados para o esportista. “O comprometimento e o tempo de retorno dependem do grau de complexidade que o atleta desenvolveu durante a fase de sintomas. Observamos que a evolução varia muito, já que alguns conseguem retornar em poucos dias e outros levam meses”, comenta a fisioterapeuta. 

O recomendável é que o atleta fique pelo menos sete dias assintomático antes de retomar os treinos. É importante respeitar a volta gradual. “No primeiro momento, os exercícios permitidos são muito leves, e depois a intensidade, duração e complexidade vão aumentando de maneira gradual, conforme tolerância do atleta. E sempre observando se permanece sem sintomas que levantem qualquer suspeita de complicações”, orienta o médico. 

Apesar da ansiedade para voltar à ativa, é preciso cuidado com a reintrodução das atividades, observando e respeitando os limites do corpo para responder melhor aos estímulos, já que a gravidade da covid-19 também pode interferir no retorno à prática esportiva. “Todo período de recuperação deve ser acompanhado por um médico, pois assim ele consegue observar o processo de evolução do paciente, e solicitar os exames importantes para descartar outras complicações mais graves”, finaliza Murara.

Share:

Latest posts

default
Projeto Sucuriú: Valmet segue cronograma e inicia montagem eletromecânica
Nenad Fotografia - City Center Outlet
Outlet de Campo Largo cria "melhor dia para comprar calçados" com descontos agressivos às terças de abril
RRM-7850-reduced (1)
ExpoApras 2026: Sicredi reforça parceria com o varejo paranaense

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

default
Projeto Sucuriú: Valmet segue cronograma e inicia montagem eletromecânica
Com cerca de 70% das obras civis concluídas, multinacional finlandesa projeta avanço significativo na...
Saiba mais >
Nenad Fotografia - City Center Outlet
Outlet de Campo Largo cria "melhor dia para comprar calçados" com descontos agressivos às terças de abril
Campanha traz marcas como Nike, Adidas, Puma, Fila, Usaflex, Jorge Bischoff e Lacoste com preços de outlet,...
Saiba mais >
RRM-7850-reduced (1)
ExpoApras 2026: Sicredi reforça parceria com o varejo paranaense
Crescimento de 18,25% na carteira de crédito PJ na regional que inclui o Paraná evidencia força de atuação...
Saiba mais >
imagem-comprimida-2 (1) (1)
Crédito rural do Sicredi soma R$ 13,7 bilhões em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná
Em todo Brasil, valor chega a R$ 48,3 bilhões nos primeiros oito meses da Safra 25/26, com alta de 15,7%...
Saiba mais >