Encontro discute desafios da educação no ambiente digital

Evento organizado pelo Sistema Positivo de Ensino debate sobre as melhores metodologias para ensinar estudantes cada vez mais conectados e como se preparar para a nova Lei de Proteção de Dados

Educar para um mundo cada vez mais conectado e, ao mesmo tempo, manter os dados seguros na rede são preocupações que rondam a cabeça de educadores e gestores quando o assunto é educação no século XXI. Para debater esses temas, o Sistema Positivo de Ensino realiza o Conecta Positivo, evento que acontece em Curitiba, no próximo dia 09 de abril.
O encontro conta com a participação do professor José Motta Filho, formado em Engenharia Civil e pós-graduado em Administração Escolar. Motta deu aulas de Matemática e Física por mais de duas décadas, quando percebeu que seus métodos não encantavam mais os alunos e resolveu estudar novas metodologias capazes de reter a atenção dos estudantes nascidos após o ano 2000. “A escola, como instituição, está no século XIX, muitos professores estão no século XX e os alunos no século XXI. É preciso ter um pouco de empatia e se colocar no lugar dos alunos, que são nativos digitais, que sentem a necessidade de interagir, de colocar a mão na massa, acessar aplicativos, entre outros”, diz.
Em sua palestra, além de contar um pouco de sua trajetória para entender o propósito do ensino nos dias atuais, Motta fala de alguns dos conceitos que ele sugere para aplicação em sala de aula, como o storytelling, que ajuda a desenhar o que é dito pelo professor; e a sala de aula invertida, uma estratégia que converge para uma educação híbrida, na qual os alunos estudam previamente um assunto – e depois interagem com os colegas e professores. “Hoje, o conhecimento está disponível nos livros, na internet, na nuvem e a escola precisa ter professores preparados para curar, mediar esse ensino”, ressalta.
Outra convidada do encontro é a especialista em Direito Digital, Patrícia Peck Pinheiro, fundadora do Instituto iStart, que já participou de outras edições do Conecta Positivo. Dessa vez, Patrícia fala da nova Lei de Proteção de Dados Pessoais, que também afetará o ambiente escolar. Assinada em agosto de 2018, a Lei 13.709 entra em vigor em agosto de 2020. Com ela, as escolas terão que ter cuidado redobrado com as informações pessoais de alunos e colaboradores, devendo criar uma norma de proteção para estes dados.  Em outras palavras, será preciso fazer um levantamento de quais dados pessoais são coletados, de que forma isso ocorre, para quais finalidades são utilizados, qual deles possuem embasamento legal para sua coleta e quais precisam de consentimento do responsável. Além disso, será preciso verificar o nível de proteção aplicado a esses dados, em especial no que diz respeito ao controle de acesso – não apenas no ambiente da Instituição, mas também nos terceirizados.
“É uma agenda de atualização e troca de conhecimentos sobre como a escola deve se preparar para estar em conformidade com as novas regras, mas também para educar a comunidade escolar sobre a nova lei. Afinal, a melhor forma de prevenção é a educação”, afirma a advogada, ao ser questionada sobre o que esperar de sua palestra.
 
Serviço
Conecta Positivo
Quando: 09 de abril de 2019, das 8h30 às 12h
* Palestra José Motta Filho: 9h
* Palestra Patrícia Peck: 11h
Onde: Espaço Positivo – Sistema Positivo de Ensino (Rua Major Heitor Guimarães, 174 -Seminário – Curitiba- PR)

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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